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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Um gosto amargo na boca do estômago. As mãos trêmulas. O coração disparado. A respiração ofegante. Sensações e mais sensações.

Os motivos pelos quais você desistiu. Todos. Cada um está passando pela minha cabeça como uma faca pontiaguda. Poderia citar, mas não convém. 

Eu sei que vai passar. Eu sei que essa tempestade, essa minha intensidade, por mais que pareça me dilacerar por dentro, vai passar. É efêmero.

Mas eu não queria que passasse.

Eu queria que ficasse. Queria que VOCÊ ficasse. É estarrecedor ter que te deixar partir. Já que eu não posso mudar suas escolhas. Nem o modo como te tratei. 

Peço desculpas. Desculpa por ser essa tempestade prestes a desabar por qualquer motivo idiota. Peço desculpas por não ter conseguido controlar meus pensamentos ruins, meus joguinhos mentais. Mas pedir desculpas não vai mudar nada. Eu não posso fazer mais nada. Isso que me entristece. E é aqui que você se engrandece ainda mais, por conseguir expor esse meu lado ruim da melhor forma possível.

Doi demais perceber que as coisas ruins se sobressaíram sobre as boas. Agora todas as bad things ficam passando pela minha cabeça. Como nos momentos finais de uma novela.

Enfim.

Você merece todas as melhores coisas do mundo. 


sábado, 20 de junho de 2015

quinta-feira, 21 de maio de 2015

1 + 1/2

Foi esse o tempo que durou. Tão pouco. Tão rápido. Tão intenso. Obviamente, está estampado em meu rosto que eu queria que se estendesse. 

Eu não pude estar perto, os ponteiros do relógio sempre estavam contra mim. Eu não pude demonstrar muito, meu jeito calado não permite. Eu não pude fazer muito, tenho compromissos acadêmicos que me fazem ter insônia. Eu não pude, e queria. 

Você dizia que era 1. E eu 1/2. 

Eu sei de cor o porquê da minha caracterização como metade, e não inteiro. Sei dos meus erros, tantas vezes citados por você. Tentei mudar, mas acho que nunca se muda a essência de uma pessoa. Você é assim, e pronto, você é. A gente se adapta às situações, deixa de fazer as coisas, mas mudar o jeito, és de fato complicado. E em 1 + 1/2 quase impossível. Mas vontade não me faltava. 

E ah, a vontade! Eu estava disposta a encarar tudo. Disposta a correr atrás. Disposta a pedir pra ficar. Disposta a passar por cima de tanta coisa. Disposta a me tornar 1.

Pretérito. 

Eu não me culpo mais. Me sinto mais leve, e talvez eu realmente tenha sido o 1/2 da história. Mas dizem que quando a gente gosta, a gente não culpa, a gente espera. E era preciso ir somando pra que eu me tornasse um.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sobre solidão.

Sobre solidão, prefiro estar, do que ser. Este vazio, estranho, irrefutável, espero que não seja.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Conhecer pessoas em geral, pra mim é tão... normal, tão desnecessário até. Mas aquela vez foi diferente.
Um sorriso acolhedor foi dirigido a mim e uma onda mista de gratidão e vergonha se misturou em meio à minha sensação de calor que rondava o ambiente e me atingia. Passaram-se alguns minutos e por que diabos eu já me sentia a vontade? Não sei. Mas foi assim que me senti. À vontade, tão à vontade que passei a ter vontades. Daquelas que parecem necessidades sabe?! Querer estar perto. Querer abraçar até um dos dois s e sentir desconfortável pela posição que assumiram no abraço. Querer tocar, fazer carinho... Querer.
E isso tudo, no primeiro encontro.

Eu jamais me permitiria que alguém exercesse tanto poder sobre mim assim, não tão fácil. Entretanto, como se isso não mais me importasse ou como se eu esquecesse que sou frágil demais quando me apego a alguém, deixei isso acontecer. E agora aqui me encontro, querendo mais. Mais do que eu posso ter. Querendo que você volte aqui e que me permita não ficar só nas vontades.