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sexta-feira, 28 de julho de 2017

29/06/17. Sou boa com números e palavras. Só. Talvez.

Eu, cuja intensidade é exagerada.
Tu, cujo olhar era meu sinônimo de paz.

Fiz de ti, meu porto seguro. Minhas horas de lazer.
Fiz do teu corpo, o que eu mais gostava de tocar, sentir.
Fiz dos seus anseios, os meus.
Fiz, sobretudo, meus planos, os seus. E dessa forma, me perdi. Me perdi na intensidade e cor dos teus olhos. Me perdi em cada detalhe que eu deixei escapar. Em cada palavra que eu deixei de te falar.

Não é sobre quem gosta mais. Quem se entrega mais. É sobre a gente se esquecer de que a outra pessoa não é lar. É sobre a gente se esquecer da efemeridade do mais intenso sentimento. É sobre acreditar que o mundo vai parar enquanto eu me reconstruir, sei que não. É sobre esse meu jeito de quem faz tempestade em copo d'água. E sim, eu faço.

Ainda mais pra você, cujo jeito de sorrir me fortalecia. E ah, esse teu sorriso... Que coisa mais linda. E é claro que eu ainda gostaria de poder ser a causa.

Mas, como você sempre diz, tudo acontece por um motivo. E eu não posso mais estar com você.

E não pense que eu te quero infeliz. Se parece que tudo o que você faz me atinge. Pelo contrário, eu quero que o seu mundo fique tranquilo. Que a vida traga de volta a paz que de certa forma, eu tirei de você.

E que eu, também fique tranquila. Que eu viva. Que eu volte a ver as cores de outros sorrisos.

Desculpa ser caos, quando você precisava de calmaria. E obrigada por ter sido minha paz.