Total de visualizações de página

sexta-feira, 28 de julho de 2017

29/06/17. Sou boa com números e palavras. Só. Talvez.

Eu, cuja intensidade é exagerada.
Tu, cujo olhar era meu sinônimo de paz.

Fiz de ti, meu porto seguro. Minhas horas de lazer.
Fiz do teu corpo, o que eu mais gostava de tocar, sentir.
Fiz dos seus anseios, os meus.
Fiz, sobretudo, meus planos, os seus. E dessa forma, me perdi. Me perdi na intensidade e cor dos teus olhos. Me perdi em cada detalhe que eu deixei escapar. Em cada palavra que eu deixei de te falar.

Não é sobre quem gosta mais. Quem se entrega mais. É sobre a gente se esquecer de que a outra pessoa não é lar. É sobre a gente se esquecer da efemeridade do mais intenso sentimento. É sobre acreditar que o mundo vai parar enquanto eu me reconstruir, sei que não. É sobre esse meu jeito de quem faz tempestade em copo d'água. E sim, eu faço.

Ainda mais pra você, cujo jeito de sorrir me fortalecia. E ah, esse teu sorriso... Que coisa mais linda. E é claro que eu ainda gostaria de poder ser a causa.

Mas, como você sempre diz, tudo acontece por um motivo. E eu não posso mais estar com você.

E não pense que eu te quero infeliz. Se parece que tudo o que você faz me atinge. Pelo contrário, eu quero que o seu mundo fique tranquilo. Que a vida traga de volta a paz que de certa forma, eu tirei de você.

E que eu, também fique tranquila. Que eu viva. Que eu volte a ver as cores de outros sorrisos.

Desculpa ser caos, quando você precisava de calmaria. E obrigada por ter sido minha paz.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Um gosto amargo na boca do estômago. As mãos trêmulas. O coração disparado. A respiração ofegante. Sensações e mais sensações.

Os motivos pelos quais você desistiu. Todos. Cada um está passando pela minha cabeça como uma faca pontiaguda. Poderia citar, mas não convém. 

Eu sei que vai passar. Eu sei que essa tempestade, essa minha intensidade, por mais que pareça me dilacerar por dentro, vai passar. É efêmero.

Mas eu não queria que passasse.

Eu queria que ficasse. Queria que VOCÊ ficasse. É estarrecedor ter que te deixar partir. Já que eu não posso mudar suas escolhas. Nem o modo como te tratei. 

Peço desculpas. Desculpa por ser essa tempestade prestes a desabar por qualquer motivo idiota. Peço desculpas por não ter conseguido controlar meus pensamentos ruins, meus joguinhos mentais. Mas pedir desculpas não vai mudar nada. Eu não posso fazer mais nada. Isso que me entristece. E é aqui que você se engrandece ainda mais, por conseguir expor esse meu lado ruim da melhor forma possível.

Doi demais perceber que as coisas ruins se sobressaíram sobre as boas. Agora todas as bad things ficam passando pela minha cabeça. Como nos momentos finais de uma novela.

Enfim.

Estarei te esperando e te protegendo de longe. Porque acho que devo. E porque você merece todas as melhores coisas do mundo. 


sábado, 20 de junho de 2015

quinta-feira, 21 de maio de 2015

1 + 1/2

Foi esse o tempo que durou. Tão pouco. Tão rápido. Tão intenso. Obviamente, está estampado em meu rosto que eu queria que se estendesse. 

Eu não pude estar perto, os ponteiros do relógio sempre estavam contra mim. Eu não pude demonstrar muito, meu jeito calado não permite. Eu não pude fazer muito, tenho compromissos acadêmicos que me fazem ter insônia. Eu não pude, e queria. 

Você dizia que era 1. E eu 1/2. 

Eu sei de cor o porquê da minha caracterização como metade, e não inteiro. Sei dos meus erros, tantas vezes citados por você. Tentei mudar, mas acho que nunca se muda a essência de uma pessoa. Você é assim, e pronto, você é. A gente se adapta às situações, deixa de fazer as coisas, mas mudar o jeito, és de fato complicado. E em 1 + 1/2 quase impossível. Mas vontade não me faltava. 

E ah, a vontade! Eu estava disposta a encarar tudo. Disposta a correr atrás. Disposta a pedir pra ficar. Disposta a passar por cima de tanta coisa. Disposta a me tornar 1.

Pretérito. 

Eu não me culpo mais. Me sinto mais leve, e talvez eu realmente tenha sido o 1/2 da história. Mas dizem que quando a gente gosta, a gente não culpa, a gente espera. E era preciso ir somando pra que eu me tornasse um.

sábado, 31 de janeiro de 2015

20.

Ano passado não escrevi uma palavra sequer, o que não significa que eu não tive o que contar. Pelo contrário, foi um ano intenso, no qual passei por momentos até então, desconhecidos pra mim.

Mas enfim, o fato é que meu peito agonia, grita, espernia por um futuro próximo e sintetizado por mim.

Pai, mãe, irmã. Queria ter o poder de tirá-los daqui, onde já passaram por mal bocados, e transportá-los pra um lugar novo. Do zero. Recomeço.

É fato que não posso. É fato que ainda sou uma mera estudante, sugadora de esforços paternos.

É ter 20 e sentir-se tão incapaz.