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domingo, 4 de setembro de 2011

Te gritar amor até a garganta sangrar. Sangrar até você perceber o quanto doi. O quanto doi te ver aí, tão longe.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Yasmin.




Os cabelos de Yasmin se chocavam contra o vento. E suas mechas loiras produziam uma espécie de sombra ao redor do rosto fino, delicado. Seu relógio de pulso informava que eram 18:02, ela ainda tinha alguns minutos antes do curso de literatura que fazia com tanto zelo e orgulho.

Sentou-se debaixo de uma árvore velha pra gastar tempo. Olhou em volta e as pessoas pareciam tão indiferentes, tão distantes, jogadas cada uma em suas próprias dores, em seus próprios destinos. E nesse ponto, ela pensou em si, e logo, levada por uma onda de angústia, de desejo, pensou nele. Seu corpo se comprimiu pelo frio que de repente se tornou mais agressivo. Seu coração disparou, parecia não ter mais ar, parecia querer explodir. Yasmin pensou em como ele tiraria o casaco e a envolveria num abraço eterno. Faria, num piscar de olhos, todas as cores se exaurirem, só restando os dois. Juntos.


Fechou os olhos. Respirou. Olhou pro lado e não o viu. Ele se fora. E já se passara anos. Mas ainda fazia falta, sempre vai fazer falta em Yasmin, o garoto, que em uma manhã, prometera nunca partir.
Foi amor. Foi sempre amor. Mesmo que nunca tenha existido.

terça-feira, 30 de agosto de 2011


Acho que isso foi uma das coisas mais sinceras que eu já disse quanto ao meu passado, ao meu presente, e ao meu futuro, que eu eu insistia, sem hesitar, em construir ao teu lado:

André Luiz diz: - "e como é que foi? como você ficou?"

Carol Hatsue. diz: - Doeu. Doeu mais que tudo. Mas eu sabia que a felicidade da outra pessoa dependia da minha infelicidade. Optei pela minha infelicidade, não pensei muito. Não queria machucar como me machucaram. Mas depois passou, e eu esqueci a pessoa. Ficou tudo meio que normal.



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Tão distante. E tão perto. Eu posso sentir.

Queria que você estivesse aqui. Queria tanto sentar em um lugar escuro e falar sobre música com você, até o dia clarear. Queria caminhar ao seu lado sob as luzes da cidade e ouvir os comentários idiotas. Queria não. Eu quero. Ah, como eu te quero.

Te quero como se uma parte de mim nunca houvesse estado comigo. É urgência. É necessidade. É zelo. É eu. É você. É "nós" aqui, agora.